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Critica: Valentine estreia amanha com bons trechos de humor

By on julho 19, 2012

Com dilema adolescente clássico, “Valente” traz atmosfera escocesa para mundo das animações

O legado de kilts, cores azuis e bebidas fortes da Escócia é transportado para o mundo das animações em “Valente”, filme produzido pela parceria Disney/Pixar, que estreia nesta sexta-feira (20) nos cinemas brasileiros. Com uma história típica e atemporal de crise adolescente, o filme remonta a atmosfera criada pela tradição do país britânico, mas que ganha um contorno especial pela presença dos ursos, animais que despertam admiração e espanto na cultura dos povos do hemisfério norte.

 

No enredo, a princesa Merida luta para descobrir sua verdadeira identidade. Inconformada com o arranjo feito pela elegante Rainha Elinor para arrumar um marido à filha, a jovem se recusa a satisfazer a mãe, que deseja vê-la como uma garota prendada e limpinha.

Como a valentia do título sugere, Merida prefere viver perigosamente, correr com seu cavalo pelas “highlands” escocesas e praticar o hobby predileto: o arco e flecha. Sempre desarrumada e pouco atraída pelas regras de etiqueta, a protagonista da animação passa por uma série de acontecimentos que irão moldar a sua personalidade e fazê-la entender um pouco mais sobre a responsabildade de ser princesa.

As atitudes intempestivas de Merida colocam a paz do reino em risco, mas servem para guiar as ações do filme. As aventuras variam desde um feitiço encomendado a uma bruxa e uma prova de pontaria até, claro, os inúmeros encontros com os peludos ursos.

 

Espalhados ao longo da animação, os gigantescos mamíferos conferem ao filme uma análise interessante sobre a relação deles com os humanos. Deveriam ser temidos ou venerados? A resposta poderá ser conferida pelo público brasileiro, que terá a oção de assistir ao filme em 3D — tecnologia disponível em algumas salas no país .

Mesmo com a batida temática da crise adolescente, os diretores Mark Andrews e Brenda Champman conseguem proporcionar momentos divertidos à plateia, especialmente com os trechos que contam com o trio de irmãos de Mérida — Harris, Hubert e Hamish, “pestinhas” ao melhor estilo de “Dennis, o Pimentinha”, que devem roubar a atenção das crianças com as confusões que causam no reino.

 

A versão brasileira contou com a dublagem dos atores Luciano Szafir, Murilo Rosa e Ricardo Lombardi. O trio dá vida a três lordes que se apresentam diante o pai de Merida, o Rei Fergus, com os respectivos filhos como pretendentes à mão da moça.

Preocupados em falar pelos cotovelos na tentativa de ganhar o apreço do monarca, os três lordes e seus filhos — totalmente inaptos à desposar a princesa — também rendem bons trechos de humor na animação.

Apesar do ambiente escocês que o filme cria, a versão em português não traz uma interpretação alternativa ao marcante sotaque escocês. O trabalho de adaptação pode ser melhor notado na trilha sonora nacional, que ficou por conta da cantora teen Manu Gavassi. No filme, ela interpreta duas cançôes: “O Céu Vou Tocar” e “Ao Ar Livre”, ambas versões para as músicas originais, compostas em inglês.

 

 

 

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